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O que é um Audiologista
É um profissional que tem as credenciais apropriadas com estudo, treinamento e experiência para realizar procedimentos específicos. Deve estar engajado em atividades que identificam, avaliam, diagnosticam, tratam e interpretam resultados de testes relacionados a problemas de audição e equilíbrio.
Para isso é obrigatório manter equipamentos de alta tecnologia e que estejam de acordo com as especificações e recomendações do fabricante.
O que é surdez?
Surdez é o nome mais comum dado à impossibilidade ou dificuldade de ouvir. O termo mais adequado é deficiência auditiva que, devido a vários fatores, pode ocorrer antes, durante ou depois do nascimento. Pode variar de grau leve a profundo, ou seja, a dificuldade em ouvir apenas sons fracos, até mesmo não ouvir som nenhum. Alguns casos podem ser evitados desde que se tome alguns cuidados: fazer pré-natal; vacinação adequada nas crianças para evitar doenças que causam surdez; levar a criança ao médico sempre que ela apresentar dores de ouvido ou queixas em relação à audição.
Desconfio que meu filho tenha perda de audição.
O que posso fazer?
O primeiro passo é consultar um especialista. Em seguida é necessário realizar testes auditivos para decidir qual o tratamento mais indicado. As pesquisas confirmam que quanto mais cedo for iniciado esse tratamento, menos prejuízo a criança sofrerá devido à privação sonora. Para avaliar a audição há diferentes métodos que variam conforme a idade. Hoje em dia, alterações auditivas já podem ser identificadas logo após o nascimento.
É adequado usar cotonete para limpar o ouvido?
Não porque além de machucar, pode causar perfuração da membrana do tímpano. Limpe apenas a parte externa da orelha, o que pode ser feito com a toalha após o banho.
É correto afirmar que “zumbido não tem cura”?
Hoje em dia há muitas opções de tratamento bem sucedidas com altos índices de cura ou melhora significativa. Entre as formas de tratamento mais usadas estão: orientação e esclarecimento sobre o zumbido e suas possíveis causas; uso de medicamentos específicos; tratamento de doenças que podem estar associados ao zumbido; terapia de enriquecimento sonoro ou terapia da habituação; fisioterapia, terapia psicológica, acupuntura, tratamentos odontológicos, aparelhos auditivos, exercícios, dieta. O Otorrinolaringologista é o especialista indicado para decidir qual a forma mais indicada para cada caso.
O que é “labirintite”?
É um termo popular, usado geralmente para designar distúrbios relacionados ao nosso equilíbrio. Pode significar tontura, vertigem (quando há sensação de rotação) e várias outras formas de mal estar. Na verdade, o termo correto a ser usado é “labirintopatia”, que significa “doença do labirinto”. Inúmeras podem ser as causas desse problema: doenças pré-existentes (diabetes, hipertensão, entre outras); infecções por vírus ou bactérias; doenças próprias do ouvido; problemas de coluna cervical; de articulação da mandíbula; stress, e muitas outras. Um especialista saberá identificar a causa, solicitar os exames necessários e orientar qual a melhor forma de tratamento.
Como é o tratamento sintomático da labirintopatia?
A primeira parte consiste em aliviar o sintoma por meio de medicamentos sedativos e repouso quando necessário e a critério do especialista. Lembre-se que nenhum medicamento é isento de efeitos colaterais, portanto não devem ser receitados por leigos. Esse tratamento alivia os sintomas, mas eles podem voltar se o problema que gerou a doença não for corretamente identificado e tratado. A reabilitação vestibular é o tratamento fisioterápico da tontura que é considerada hoje a melhor opção. Pode ser recomendada com ou sem o uso de medicamentos e apresenta bons resultados em 80% dos casos.
Fonoaudiologia: Quando buscar?
A capacidade de adquirir linguagem é específica do ser humano. A linguagem é a capacidade de se comunicar, de compreender e ser compreendido. A aprendizagem do bebê inicia-se logo após o nascimento, quando começa a explorar o ambiente por meio dos sentidos. Para o aprendizado da linguagem, é muito importante que as funções auditivas se desenvolvam normalmente. Os programas de triagem auditiva, realizados em recém nascidos, são fundamentais porque permitem detectar e intervir precocemente nos casos de deficiência auditiva.
No processo de desenvolvimento, a criança aprende por meio da interação com o ambiente, sendo fundamental que os adultos conversem com ela e estejam atentos a ouví-la, mesmo que não a compreendam ou acreditem que ela não possa compreendê-los. Como exemplo, podemos citar a capacidade de um bebê de dois meses de já distinguir a voz humana de outros sons e o fato de demonstrar gostar de escutar a voz das pessoas.
Por volta dos dois anos de idade a criança geralmente demonstra suas habilidades em usar a linguagem oral. Quando ela não apresenta um nível adequado em comparação ao esperado, podemos concluir que se trata de um atraso na aquisição da linguagem.
Todas as atividades que envolvem a expressão da criança são importantes para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Quanto mais oportunidades a criança tiver de entrar em contato com o adulto e de exercitar sua fala, mais rápido irá desenvolver sua produção oral.
Várias causas podem levar a uma linguagem deficitária: deficiências auditivas, problemas emocionais, privação de experiências, condições familiares desfavoráveis com situações tensas ou agressivas, abandono ou superproteção, rejeição, entre outros.
A fala é uma das formas de expressão da linguagem, isto é, a maneira como transmitimos nossas idéias. As estruturas que utilizamos em nossa fala são: pulmões, laringe, língua, palato mole, mandíbula, dentes e lábios, além de várias cavidades, como a faríngea, oral e nasal. Esses órgãos produzem e modelam os sons característicos da fala, além de exercerem as funções de mastigação, sucção, deglutição e respiração. Alterações em uma ou mais dessas funções, além de prejudicarem a alimentação, causam distúrbios que podem afetar o crescimento ósseo da face, as arcadas dentárias e compreender a produção da própria fala.
Nesse plano, a sucção e a deglutição, presentes ao nascimento, são atos importantes na preparação de funções posteriores. Podemos citar o exemplo da criança, que ao ser amamentada no seio materno exercita a musculatura orofacial, graças à força exigida para que o leite saia. Durante o ato de sugar, o bebê realiza movimentos fundamentais para exercitar a musculatura e para o correto crescimento da mandíbula.
Hábito oral inadequado seja pelo fato da criança chupar o dedo, a chupeta, os lábios, a língua e as bochechas, ou objetos, podem ser causadores ou contribuir para alterações da arcada dentária e de distúrbios na motricidade oral, acima mencionados.
É preciso, no entanto, tomar cuidado para não confundir problemas reais com fatores que fazem parte da trajetória natural do desenvolvimento da fala. Um exemplo disso é a chamada disfluência, também conhecida como gagueira, que pode aparecer entre os dois e os cinco anos de idade. Os adultos devem estar sempre atentos ao que a criança diz, permitindo que ela se expresse livremente, sem demonstrar ansiedade para que termine logo ou terminando as frases para ela. Como orientação para tais situações, recomendo demonstrar interesse pelo que é dito e não propriamente pela forma como a criança fala. Agindo desta forma, a criança dificilmente incorporará a noção de que seria um mal falante. A persistência das manifestações de disfluência e a sua presença em intensidade que prejudique a comunicação do falante merecem a avaliação de um fonoaudiólogo.
Prosseguindo nos domínios das manifestações da linguagem oral, devemos atentar aos aspectos do som da voz. Alterações vocais também são cada vez mais freqüentes em crianças. Elas podem se caracterizar por qualidade de voz rouca e esforço ao falar. Como orientação geral, saliento a necessidade de se evitar situações que provoquem abuso vocal (como competição sonora, ambiente ruidoso, dentre outras) ou tensão ao falar. Os problemas respiratórios constantes também podem ocasionar qualidades como voz mais nasalizada, rouca, além de outras possíveis manifestações.
Outro meio pelo qual a criança manifesta seu conteúdo interior e toma contato com muitas informações é a linguagem escrita. Os pais devem ficar atentos às deficiências da audição e da linguagem durante o aprendizado escolar de seus filhos. De maneira geral, a criança apresenta-se pronta para a aquisição da escrita por volta dos seis anos, quando já atingiu a maturidade necessária para esta tarefa. Devemos sempre considerar que algumas estarão prontas numa etapa anterior e outras, numa etapa posterior, uma vez que cada indivíduo tem seu próprio ritmo de desenvolvimento.
Os distúrbios do aprendizado da leitura e da escrita são muito comuns, tanto na clínica fonoaudiológica quanto no dia-a-dia da própria escola. O professor tem um papel crucial no auxílio para o diagnóstico, pois suas informações vão ser usadas no processo de avaliação.
Para saber mais sobre esses assuntos, consulte um fonoaudiólogo, pois ele é o profissional da área de saúde que atua na promoção, diagnóstico, orientação e tratamento da comunicação oral e escrita, voz, audição e funções de mastigação, deglutição e respiração.
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